Santa Rosa – Choquequirao, 24/12

(para português, desça a pagina)

I arrived at Santa Rosa (Julianzito´s camp site) together with “arriero” Alberto and met there Daime (that means rainbow in quechua),  “arriero” living at La Colmena with his brother Pedro (see chapter Cachora-La Colmena). He was coming from Vilcabamba (around 10 days walking from Santa Rosa). We drunk all together mate de coca,  and i cooked some pasta. I took a shower in the river down the hill and at 8pm i was inside the tent sleeping. Since i´ve got into my tent starts raining and it lasts all night long.

Next morning at 6h30 i was awake showing Julianzito how to make “avocado” with honey and lemon. He told me that it was the first time he ate sweet “avocado”. Normally in Peru it is a salt dish with “vinagrete”, also very tasty.

I was ready to leave when Dante, an astronomer, arrived running from up the hill, coming from Choquequirao. He begun tell me several histories about how the Incas´ constructions were oriented toward Sun, Moon and constellations during certain periods of the year. It was so interesting that i decided put my backpack down again. He showed me a book he is writing about Inca astronomy. He asked me a favour: “we are now at summer solstice (longer day in the year) and sun will rise exactly aligned with doors and windows of the buildings at Choquequirao Main Square. Please, wake up early and go into the buildings and take photos of sunrise from there. I will put your pictures in my next book about Inca astronomy”. I was very excited in participated in that project and guess it gave me energy to take steep rocky trail.

Apurimac river canyon, Santa Rosa, Peru

I hiked from Santa Rosa (2100m) till Marampata (2850m) passing through Santa Rosa Alta and Uchuhuerta that is a cool place to take a rest with a small river and a stone bench. Very hard trail as well. Stones everywhere and also going up more and more makes breathing very difficult. I´ve stopped each 100 meters until i´ve crossed with Adam, guy from Czech Republic that told to me stopping you cool down and then it is worse to continue. Since that moment i tried stop very few during the day and it was really less hard this way. Adam impressed me a lot. First, because he was travelling exactly like me: alone and carrying all his gear by his own. But in one point he was very different: he simply passed through Choquequirao and didn´t stop even few hours to see the ruins(!?!). He was wanting only walk, walk, and get Machu Picchu.

Mountains in Peru

Marampata is a very nice bourg. There, we can see houses made with adobe and stones and roof made with straw (“paja”) that seems to be very similar to those made by Incas. I´ve putted my backpack over the  “mula” of “arriero” Armando and head to Choquequirao where i arrived around 3pm. Arriving at Choquequirao it was very impressive seeing all huge valley dipping toward Apurimac river and also first views of Incas constructions such as the extremely steep agriculture terraces and aqueduct coming from up the mountain bringing water from “Nevado” Corihuaynachina. Wow, what is this !! 😀

(next week chapter, Incas ruins in Choquequirao)

Marampata (2850m), Peru

(versão em português)

Em Santa Rosa, camping de Julianzito, cheguei junto com “arriero” Alberto e conheci Daime (que quer dizer arco-iris em quechua), “arriero” que vive em La Colmena com seu irmão Pedro (veja o capítulo Cachora- La Colmena). Daime estava voltando de viagem de Vilcabamba (10 dias de viagem a pé até Santa Rosa). Bebemos mate de coca todos juntos e eu cozinhei meu jantar: massa. Fui tomar um banho no riacho um pouco abaixo do camping e, às 8 da noite estava dentro da barraca dormindo. Até então todas as noites haviam sido assim: desde que entrava na barraca começava a chover. E foi assim até o dia amanhecer.

Old lady, Peru

No dia seguinte às 6h30 já estava de pé mostrando ao Julianzito como se fazia abacate com mel e limão. Ele me disse que era a primeira vez que comia abacate doce. Normalmente, no Peru, e depois pude comprovar, abacate é servido salgado, como entrada, com molho vinagrete. Muito saboroso também.

Estava pronto pra começar a jornada quando aparece, correndo montanha abaixo, vindo de Choquequirao, Dante. Astrônomo, ele começou a contar muito afoito, várias histórias de como as construções incaicas são orientadas com o Sol a Lua e várias constelações durante certos períodos do ano. A conversa estava tão boa que decidi colocar minha mochila no chão de novo para ouvir mais. Ele me mostrou um livro sobre astronomia inca que estava escrevendo e me pediu um favor: ” estamos agora no solstício de verão (dia mais longo do ano) e o Sol vai nascer exatamente alinhado com as portas e janelas das construções da “Plaza Principal” em Choquequirao. Por favor, acorde mais cedo, entre nas ruinas e tire fotos do Sol nascendo. Vou colocar as suas fotos no meu próximo livro.” Fiquei muito animado em participar do projeto. Acho que isso deu a energia que estava precisando para enfrentar a trilha íngreme e rochosa que tinha pela frente.

Hills of Peru

Subi de Santa Rosa (2100m) até Marampata (2850m) passando por Santa Rosa Alta e Uchuhuerta que é um lugar muito legal pra descansar pois tem um riacho e um banco de pedras. A trilha mais uma vez era muito difícil. Pedras por toda parte e, também o fato de estar subindo cada vez mais, a altitude tornava a respiraçao difícil. Continuei parando para descansar a cada 100m até quando encontrei Adam, um cara da República Tcheca. Ele me disse que parando a corpo esfria e isso torna a caminhada mais difícil depois. Desde aquele momento, tentei parar o menos possivel durante o dia e, realmente, foi  melhor agir dessa maneira. Fiquei muito impressionado com o Adam. Primeiro porque ele fazia a viagem exatamente como eu: sozinho e carregando todo o material. Mas, em um ponto era muito diferente: ele simplesmente passou por Choquequirao e não parou nem ao menos algumas horas para ver as ruinas (!?!). Só queria andar, andar e chegar em Machu Picchu.

Adam

Marampata é um vilarejo muito genuíno. Podemos ver casas feitas com tijolos de barro escuro e algumas de pedra e os telhados são feitos de palha (“paja”) e parecem ser muito similares com os feitos pelos Incas. De lá, botei minha mochila na mula do “arriero” Armando e rumei pra Choquequirao, onde cheguei às 3 da tarde. Chegar em Choquequirao por esta trilha é muito impressionante. A visão do vale mergulhando forte até o rio Apurimac lá embaixo e, os primeiros ângulos das construções Incas como, por exemplo, aqueles terraços agrícolas extremamente inclinados pendendo no vale e também o aqueduto correndo por cima da montanha trazendo água do Nevado Corihuanachina. Uau, o que é isso!! 😀

Andes´flower

(capítulo da proxima semana, as ruínas Incas em Choquequirao)

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2 thoughts on “Santa Rosa – Choquequirao, 24/12

  1. A história do abacate é boa né? acho que somos os únicos que comem ele com açúcar…rsrsrs. Tô imaginando quanto de novidades vc deve ter experimentado, incluindo comidas e bebidas…Beijo!

    • Será que somos os únicos Ro?? Provei o abacate com vinagrete e gostei bastante. Não sei se porque foi a primeira refeiçao em uma cidade, quando cheguei em Santa Teresa, depois de 10 dias de trilha..

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