Salar de Atacama, Chile, 10May12 – Starting from the End / Começando pelo Fim

(para versão em português, desça a página)

It was a really special trip because i found other reasons for travelling. Untill now i was thinking that was to only to watch new landscapes, meet new people, local culinary and culture. All in the outside world. Of course i had an intuition in the past that travelling was more than that. Especially because of that i created this roottravel blog few years ago. It seems that every time we travel – in a roots way – we discover i new way that travelling affect your inner life.

What we really learn? For example when we loose twice the same flight and having only 6 days for travelling abroad the air company employee  starts to tell you: ” ..to Santiago i have a flight only in three days from now..” ? Or, what to think and how to deal with the fact of  loosing the camera in the last day after elaborate carefully each shooting and interview in a so rich culture and with amazing landscapes ? Don´t laugh ! A real nice trip has all that.

It is interesting to realise that the RootTravel concept is exactly get close to your limits: physical and psychic limits.  Limits of despair, patience and equilibrium. Learning how to face them. And go beyond. Being more powerful when you are in a kind of RootTravel, far from your references. Far from you daily comfort zone. You are more exposed and susceptible. The experience is deeper and enriching. The wise flourishes.

Forget the camera inside the truck that gave you hitchhiking in the last day of all travel was terrible and frustating. Even more, when you are in the middle of nowhere, in the desert, an notice it only after half a hour after the guy – from whom you know only first name – was gone.

But, after a while i thought: “Why i need all those pictures and videos ?  I´ve already lived it!!” To show in Facebook, it is true. But why??  Many people are doing better pícs and movies. And who has never been in Atacama one day certainly will go in the future. We need a lot of detachment in these moments and i don´t know if i have all that. It is awesome to discover that doing RootTravel we get to know not only from the ambiance around us. But also, and mainly, from inside. Self-knowledge. How we react an how much attachment we have. We cannot change this reality so painful at the moment so we learn how to deal with it. And accept it.

Esta viagem foi especial porque me fez concluir outros motivos para viajar. Até então pensava que era pra conhecer as paisagens , as pessoas, a culinária e cultura local. Tudo isso está no mundo externo. Claro que uma intuição surgiu, em algum ponto do passado, que era mais que isso.  Tanto é que criei este blog de viagens roots. Parece que cada vez que viajamos – de uma forma roots, claro – descobrimos uma nova maneira, que este jeito de viajar, te toca e te muda no interior.

O que aprendemos de fato? Por exemplo, quando perdemos duas vezes o mesmo vôo  e, tendo apenas 6 dias de viagem, o atendente começa te dizer: ” ..bem agora pra Santiago eu só tenho vôo daqui a três dias..” ?  Ou, o que pensar quando voce perde a câmera fotográfica no último dia da viagem, depois de caprichar tanto nas entrevistas, videos e  fotos de uma cultura tão rica e paisagens tão alucinantes ? Não ria!! Viagem que é boa mesmo, tem tudo isso.

É interessante concluir que o conceito roottravel é justamente este: você, chegar perto dos seus limites. Limites físicos, psicológicos. Limites de desespero, paciencia e equilíbrio. E enfrentá-los. Ultrapassá-los. Isto é ainda mais forte e poderoso, quando voce está em viagem roots, portanto longe das suas referências. Longe da sua zona de conforto diária. Ali, voce está exposto e mais suscetível. A experiencia então é mais profunda e enriquecedora. A sabedoria aflora.

Esquecer a câmera na caminhonete que te deu uma carona no ultimo dia foi, num primeiro momento, frustante e deseperador. Principalmente estando no meio da areia do deserto, só perceber depois de meia hora que o cara arrancou levantando poeira e só saber o primeiro nome dele.

Mas depois, fez refletir: pra que preciso de todos esses filmes e fotos?? Eu já vivi aquilo lá. Pra mostrar no Facebook , é verdade. Mas para que? Tem gente que faz fotos e filmes bem melhores. E todo mundo se já não foi um dia certamente irá ao Atacama.  É preciso muito desapego nessa hora. Não sei se eu tenho tudo isso. Foi muito bom perceber pela primeira vez que na viagem roots aprendemos não só sobre o que vemos e provamos no ambiente por onde passamos mas e, principalmente,  sobre nós mesmos. Autoconhecimento. Como reagimos e quanto apego temos. Não podemos mudar aquela realidade tão difícil então aprendemos a conviver com ela. Aceitar.

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