Los Tres Saltos / Ojos del Caburga, 31dec2012

(para texto em português brasileiro, desça a página)

You can bike a lot around Pucón but the most interesting and preserved root-destinations are far from the city (30-40km or more) and also you are going to pass through very steep roads. So, if you want to do all things by bike you have to prepare yourself to not come back every night to Pucón. That means you can keep biking, camping  and going further in the very next day.
I didn´t plan very well my trip so, i camped in the city and rented a bike in my first day in Pucón. For a while, i hung around in boring and very touristics sites what was not, of course, my aim. One thing you have to know, Chile is a neoliberal capitalist country so, a lot of their natural/old cultural atractions are private. You have to pay everywhere you go and most of those places are kind of modified and contaminated by the tourism industry.

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Camping in Pucón com Javier e Roberto

Also i´ve got a little bit lost also when i realised that to climb Villarica volcano, that was my first objective, i would had to join a group of histeric tourists with an agency. No way!! Being a geologist and a roottraveller it was difficult to me to accept this idea.

The CONAF (Corporación Nacional Florestal)- the government corporation that takes care of all National Parks in Chile – says, what i can understand, that is very dangerous to climb alone the volcano because of the “gretas” kind of  holes hidden by the snow where you can fall. Also you need equipment and a guide to bring you to the top. Because of all that they oblige you to buy a tour that can costs around US$ 100 if demand is high. I can understand the danger issue even if there are hundreds of people climbing at the same time and doing the same trail in line. But the only question i would like to ask is if a person goes with an agency – paying the fee, guide and equipments – and dies upthere by accident, wich responsabilities they will take? Naturally, i´ve refused to do this trekking.

So, i took my bike very early and headed straight for NE in what they call ‘Camino Internacional”. My objective was to reach “Termas Los Pozones” because i knew it was one of most rustic and cheap one (US$10). All are very touristic indeed. And worse, few of them have not natural heat water due to the volcanic activities. They heat it artificially (!!). (Note to brazilians: Termas in Chile means pools with naturally heated water that sprouts from the  Earth due to volcanic activity underground).

After 20km biking the road starts going up more and more. It was missing around 10km of a steep road and i had to come back to the city at night. So, i´ve decided to change plans and go to a waterfall (chilean call it ‘salto”). There are many and very beautiful in the countryside of Pucón and i choosed ” Los Tres Saltos”. I took a short dirt road of around 2km. It was a good choice because it was gorgeous and cheap (US$ 2). The blue pool with water coming from the “nevados” (snow -covered mountains) was , of course, freezing, In a quite hot and sunny day, i took a very long and relaxing bath before doing my way back.

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Los Tres Saltos

It was around 3pm of a summer day when nights in Chile come usually around 10pm. Then, i´ve decided to visit another “Salto” – Ojos del Caburgua. It was not far and two old argentinians i met in the way told me it was very nice.

When i reached there after around one hour biking i´ve got one more surprise in a economically liberal country as Chile. Obviously the salto is private but not expensive (around US$ 1) . However, you can just take pictures, not bathing. Asking the owner why, he explained it is to avoid tourists wanting to take pictures when poor people could be bathing. A part that, it is a wonderful waterfall, maybe the most impressive of my life. There are three 10m high waterfalls in a round pool of turkish blue water. Amazing!!

Voce pode rodar bastante de bicicleta nos arredores de Pucón, mas diferentemente do Atacama, os destinos mais preservados e roots são bem longe da cidade (30-40km ou mais) e também há muita subida ao longo dos trechos. Então se quer visitar todas as partes de bicicleta, tem que se preparar para não voltar pra dormir todas as noites em Pucón. O que significa pedalar todo o dia, acampar e no outro dia continuar indo mais adiante.
Não foi isto que fiz porque, como disse, não tive todas estas informações antecipadamente, planejei mal, acampei na cidade e aluguei uma bike no primeiro dia. Então nos primeiros dias fiz passeios não muito interessantes em lugares bem turisticos o que não era, claro, meu objetivo. É importante dizer que o Chile é um país neoliberal e capitalista. Desta maneira, grande parte das suas atrações naturais e/ou culturais genuinas são privatizadas. Deve-se pagar em toda parte e a maioria dos lugares interessantes são modificados ou contaminados pela indústria turística.

Também, fiquei um pouco perdido quando soube, na  cidade, que para subir o vulcão Villarica, que era a ideia principal inicial, eu deveria me juntar a um grupo de turistas histéricos de uma agencia da cidade. Sendo geologo e roottraveller foi dificil pra mim aceitar esta ideia.

A CONAF (Corporação Nacional Florestal),  orgão do governo que cuida de todos Parque Nacionais do Chile – diz que, e isto posso entender, é muito perigoso subir o vulcão sozinho por causa das “gretas” espécie de buracos que ficam escondidos embaixo da neve e onde você pode cair.
Você também necessita de equipamentos e um guia para leva-lo ao cume. Por tudo isto, eles obrigam a todos a comprar um tour com guia numa das agencias locais por aproximadamente US$ 100. O preço pode subir se a demanda aumentar. Posso entender a questão do risco envolvido mesmo havendo centenas de pessoas subindo ao mesmo tempo e pela mesma trilha em fila indiana num dia de sol. O único questionamento que faço é que gostaria de saber se você vai com uma agencia – pagando o tour, o guia e os equipamentos – e morre lá em cima devido a um acidente, eles se responsabilizarão ?? Naturalmente, me recusei a fazer o tour o que no final da viagem ficou claro, pela experiencia que tive, que foi uma ótima decisão.

Então peguei a bicicleta e rumei em direção NE no que eles chamam de “Camino Internacional” (que vai na direção ao pequeno aeroclube de Pucón). Meu objetivo era chegar às “Termas Los Pozones” porque fiquei sabendo que eram uma das mais rústicas e baratas (US$ 10). Mas todas são na verdade bem turísticas. E pior, algumas não tem agua naturalmente aquecida pela atividade vulcânica do subsolo, entao, estas aquecem a agua artificialmente em caldeiras (!!). (Nota aos brasileiros: Termas no Chile significam piscinas com agua aquecida naturalmente no subsolo pela atividade vulcânica da região);

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Big farms along southern chilean roads / Grandes fazendas ao longo das estradas chilenas no sul do país

Depois de 20km pedalando a pequena estrada de asfalto começa a subir e subir. Ainda faltavam 10km de subida forte e tinha que voltar para dormir na cidade a noite. Então decidir mudar de planos e ir a uma das cachoeiras da área (os chilenos as chamam “saltos”). Existem muitas na área rural de Pucón e são muito bonitas. Escolhi a que estava mais perto: “Los Tres Saltos”. Peguei uma curta estrada de terra de mais ou menos 2km. Foi uma ótima escolha já que era perto, maravilhosa e barata (US$ 2). Os poços se formavam com agua gelada e azul dos “nevados”. Como o dia estava bastante quente e ensolarado o mergulho foi relaxante antes de descansar e pegar o caminho de volta.

Como ainda era 15h de um dia de verão chileno onde a noite chega somente as 22h, decidi visitar outro “salto” – Ojos del Caburga. Não era longe dali e dois senhores argentinos que havia encontrado me recomendaram.

Quando cheguei lá depois de uma hora pedalando tive mais uma surpresa de um país como neoliberal e capitalista como o Chile. Obviamente a entrada no salto era paga mas barata (US$ 1). Entretanto, pode-se apenas tirar fotos e não mergulhar. Perguntando ao proprietário o porque da proibição, ele me explicou que era pra que os pobres eventualmente tomando banho não atrapalhassem o visual dos turistas que quisessem tirar fotos.
Tirando isto, as cachoeiras são esplêndidas, umas das mais bonitas que já vi. São três cachoeiras de uns 10m de altura que desaguam em um poço circular com água azul turquesa. Show !!

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2 thoughts on “Los Tres Saltos / Ojos del Caburga, 31dec2012

  1. Adorei Lucio! As dicas estão ótimas! Achei o cúmulo essa história das termas aquecidas artificialmente hehehe Gente! Que graça tem??? Nenhuma!!!
    Quero ver as fotos dessas cachoeiras belíssimas que você visitou!

    • Salve Thaissa, que bom que gostou!! Fiz mais videos do que fotos e perdi um cartão tb, mas tudo bem. Importante é o que ficou da viagem. Pois é a questão da industria do turismo faz estas coisas de aquecer agua. Acho que deve ser como vc estar na banheira da sua casa, hehe

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