Climbing Quetrupillán volcano – second day / Subindo o vulcão Quetrupillán – segundo dia – 4jan2013

(para texto em portugues brasileiro, desça a página)

At 8am, after breakfast, i locked the tent that was deliberately pitched in a hidden place not close beside the trail. I headed East to reach Quetrupillán. After 30 minutes walking i realised that the appropriated place to camp (beside the water) was very close up the hill.

At that moment the forests and wood were behind and what i could see was a kind of Mars planet or moon landscape: brown-grey volcanic rocks with almost no green vegetation. Where the most recent volcanic eruptions reached (such as during the last hundreds of years) there was not necessary time to form soil wich is essencial for the plant growing. In spite of that some few beautiful tiny flowers insist to blossom. A very dry image apparentlly but with many springs, small lakes and rivers here and there. The water from defrosting snow permeate the rocks and pebbles and crop up down the hill.

 

Micro-Plants / Microplantas

Micro-Plants / Microplantas

 

I had all day long to climb to the top and come back to camping. But distances in mountain trick you all the time. Looking from downhill the summit seems to be close but around 3 hours time was needed.  The ground varied a lot: small pebbles, rocks, snow…

Crossing the snowy steep parts was the most difficult because i hadn´t “grampones” (crampons) to be fixed on the boots. Touristic agencies , due to high demand for tours, doesn´t like to rent only the equipment…

All the time i thought on the stories told by locals guides about people died when they fell down into grietas (cracks hidden by snow)

 

Heading the summit of Quetrupillán / Em direção ao cume do Quetrupillán

Heading the summit of Quetrupillán / Em direção ao cume do Quetrupillán

 

From the bottom i could have an idea the best way to follow to reach the top. I walked slowly choosing the better path every moment and also because the view on my back was gorgeous. All the valleys, lakes, volcanos, ranges of mountains were very impressive in that sunny blue sky day.

Around twelve o´clock i could finally reach the top from where a 360 degree vision is possible including awesome Lanin volcano at Chile and Argentina border, Caburga Lake, Villarica volcano among others. The wind was strong and temperature dropped to around 9ºC.
Quetrupillán´s crater has a thick layer of snow inside. It hasn´t a typical cone crater. Because of that other name Quetrupillán is Mocho.

 

Climbing Quetrupillán with Villarica on the background / subindoi o Quetrupillán com o Villarica ao fundo

Climbing Quetrupillán with Villarica on the background / subindoi o Quetrupillán com o Villarica ao fundo

 

Quetrupillán is a very nice 2-3 days hike where you can have different beautiful landscapes in the middle of peaceful nature. Here, long hours of hiking, difficulties on the way to reach the crater and need of camping for sure keep hundreds of tourists doing agencies tours away.

After reaching the top and appreciating the panorama i had more 6 or 7 hours to come back to the camping site so i decided to visit the Laguna Azul. In fact the lagoon is green not blue. Maybe the colour is due to the slush that carry down a lot of volcanic sediments dirtying the water. If it is true, in the winter with no slush, sediments go to the bottom and the water become blue (?). Chileans are very good sellers of their natural beauties and know how to atract more tourists. So, probably, they are taking advantage the worldwide known movie and baptized their green lagoon as Blue Lagoon.

In spite of the 15ºC i dived into the lagoon as soon as i reached there. It was a great swimming having Lanin volcano on the background. It is very shallow and a great place to be dirty with volcanic mud.

 

Buquet

Buquet

 

The day after – third day – i arrange the stuff cleaned the camp site and start my way back to Pucón. I took the new Sendero Estero Mocho (blue in the map, but red on the ground), as i described in the beginning, a shorter and straight path.
Then i´ve crossed with first few people: a couple of young european people just arriving to camp at the volcano base and three chileans cross runners. We´ve talked for a while and the chileans have told me they were still searching for the three guys lost in last november: a russian, a spanish and an italian. I heard this history in Pucón and they explained to me that when they were catched by a snow storm they called somewhere in Pucón saying they will wait for a better weather inside a cave they found. As it snowed for the four following days they probably died and nobody knows exactly where they were lost. Bodies were never found. Then , in Pucón, you can hear the same history having different scenarios such as Villarica volcano, Quetrupillán ,  etc. I was very impressed with the cross runners : “how can they run all day long while i have much pain just walking? “

The weather turned badly and it started raining. I could not have a hitchhike even after Thermas Palguin. Only very close to the main road – i probably walked for 10km – i couple of austrian very nice people – Wolfgang, Claudia and their little son Mathias – driving a Toyota with a bedroom inside stopped to me and brought me till Pucón.
I spent next hours in the camping Los Robles – managed from december to march by very friendly and welcoming chilean family – waiting for the time to catch my bus to Santiago at 9pm.
Storm and very bad weather. I was worried about  few people i´ve crossed on my way back that morning. They were still on the top. In so bad weather they had to stay all day long inside the tent. How luck i was having perfect timing upthere and such clear blue sky and sunny days.

 

 

 

 

 

Por volta das 8 da manhã, depois de tomar o café da manhã, fechei a barraca que estava propositalmente armada em um lugar mais escondido não exatamente ao lado da trilha. Comecei a andar pela trilha rumo à Leste, direção do Quetrupillán. Depois de 30 minutos me dei conta que o lugar ideal para ter acampado – ao lado da água e plano –  estava bem perto um pouco mais acima de onde eu tinha passado a noite.

Naquele momento o bosque tinha ficado pra trás e a paisagem era parecida com o que vemos nas imagens do planeta Marte ou da Lua: somente rochas marrons acizentadas e vermelhas com quase nehuma vegetação. Fica claro que onde as erupções vulcânicas mais recentes alcançaram (talvez nos ultimos séculos) não havia tempo necessário para a formação do solo o que é essencial para o crescimento das plantas. Mesmo assim, pequenas flores insistiam em desabrochar por entre os cascalhos vulcânicos. Uma imagem aparentemente árida mas havia muitas fontes de água. A água do degelo da neve infiltrava nas rochas e afloravam na base do vulcão formando pequenos lagos, rios e nascentes.

Tinha todo o dia pra subir até o topo do vulcão e voltar até o local do acampamento. Mas as distancias em alta montanha te enganam a todo momento. Olhando debaixo o cume parece relativamente perto mas precisei de quase 3 horas pra chegar lá. O terreno varia muito a cada momento: cascalhos, rochas soltas, neve..

Atravessar as partes mais inclinadas e nevadas foi a parte mais dificil porque eu não tinha os “grampones” (grampos) para amarrar nas botas. As agencias de turismo, devido a alta demanda, não gostam muito de alugar só o equipamento..

A todo momento eu pensava nas histórias – contadas pelos guias locais – de pessoas que morreram caindo nas “grietas” (fendas escondidas pela neve).

De baixo eu podia ter uma idéia do melhor caminho a percorrer para atingir o topo. Caminhava devagar escolhendo a melhor trilha a cada momento e também porque a vista nas minhas costas era, literalmente, de tirar o fôlego. A visão de todos os vales, lagos, vulcões e cadeias de montanhas era impressionante naquele lindo dia de sol e céu azul.

 

Panorama

Panorama

 

(VERSÃO EM PORTUGUES DO BRASIL)

Por volta de meio dia pude finalmente alcançar o topo de onde é possivel ter uma visão de 360 graus panoramica de toda a região incluindo o belo vulcão Lanin na fronteira do Chile com a Argentina, Lago Caburga, vulcão Villarica, entre outros. Ventava forte e frio e a temperatuda caiu pra 9 º C

A cratera do Quetrupillán tem uma espessa camada de neve eterna dentro e não é uma cratera típica. Por este motivo seu segundo nome é Mocho.

A subida do vulcão Quetrupillán é uma otima trilha pra se fazer em 2 ou 3 dias onde voce pode atravessar e curtir diferentes paisagens no meio de uma Natureza calma e silenciosa. As longas horas de caminhada, dificuldades no percurso atée alcançar o topo e necessidade de acampar devido a lonmga distancia até a cidade mais proxima, com certeza, mantém centenas de turistas que fazem passeios de agencias de turismo, bem longe.

 

Lanin volcano seen from Quetrupillán´s crater / Vulcão Lanin visto da cratera do Quetrupillán

Lanin volcano seen from Quetrupillán´s crater / Vulcão Lanin visto da cratera do Quetrupillán

 

Depois de alcançar a cratera e apreciar a paisagem panorãmica eu ainda tinha mais 6 ou 7 horas para voltar até a área onde estava acampado, então decidi descer e visitar a Laguna Azul. Na verdade a Lagoa é verde, não azul. Talvez a cor esverdeada seja devido a água de degelo da neve carrear muitos sedimentos também, que ficam suspensos na água. Se é assim, no inverno, como não há degelo os sedimento decantam e a água ficaria, então, azul (?). Os chilenos sabem vender muito bem suas belezas naturais e atrações turísticas e como atrair mais turistas. Provavelmente, estão se aproveitando da fama do filme a Lagoa Azul e batizaram a lagoa com o mesmo nome.

Apesar dos 15º C, entrei na lagoa assim que cheguei lá. O cenário tendo o imponente vulcão Lanin ao fundo era inspirador. A Laguna Azul é bem rasa e um ótimo lugar pra quem gosta, seja com fins estéticos ou terapeuticos, de se lambuzar com lama vulcânica.

O dia seguinte – terceiro dia – começou com eu levantando acampamento. Arrumando e limpando as coisas pra deixar exatamente como encontrei e começar a caminhada de volta à Pucón. Peguei uma trilha diferente, Sendero Estero Mocho (axul no mapa mas vermelho no terreno, que é, como descrevi no início, um caminho mais curto e direto.

 

On the top / No topo

On the top / No topo

 

Então, pela primeira vez em quase três dias, cruzei com algumas pessoas: um casal de europeus que estavam chegando pra acampar na base do vulcão e tres chilenos cross-runners. Conversamos alguns minutos e os chilenos  me disseram que ainda estavam procurando tres homens que haviam se perdido em novembro último: um russo, um espanhol e um italiano. Ouvi esta história em Pucón e eles me explicaram que quando eles foram pegos por uma tempestade de neve conseguiram ainda ligar para algum lugar de Pucón dizendo que iriam esperar o tempo melhorar dentro de uma espécie de caverna que haviam encontrado. Como a tempestade durou quatro dias eles provavelmente morreram e ninguém sabe exatamente onde eles estavam quando telefonaram. Assim, em Pucón, podemos ouvir esta mesma história tendo diferentes cenários como o vulcão Villarica, Quetrupillán, etc. Fiquei bastante impressionado com os cross-runners: ” como eles podem correr o dia todo enquanto eu sinto tantas dores somente andando ?? “

O tempo virou e começou a chover. Não tive sorte de conseguir carona mesmo depois das Termas Palguin, até porque o movimento de carros era quase nenhum. Somente quase bem perto da estrada principal, eu devo ter andado uns 10km até ali, um casal muito simpático de austriacos – Wolfgang, Claudia e o pequeno Mathias – dirigindo uma Toyota 4×4 com cama e tudo dentro, pararam e me levaram de carona até Pucón.

 

Flowers / Flores

Flowers / Flores

 

Passei as últimas horas no camping Los Robles onde tinha estado e que é gerenciado de dezembro a março por uma familia muito amigável e hospitaleira de chilenos. Esperando a hora pra pegar meu onibus de volta à Santiago, às 9 da noite.

Tempestade, vento, frio.. Fiquei imaginando, preocupado, as poucas pessoas que cruzei naquela manhã e que estavam chegando à base do vulcão quando eu já estava descendo. Ainda estavam lá e, com este tempo terrível, não podiam nem sair da barraca. Quanta sorte eu tive chegando lá em cima, permanecendo e partindo exatamente no dias ensolarados e de céu azul. Mesmo não tendo feito nesta viagem e apesar da sorte, a liçao foi aprendida: o planejamento é muito importante.

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