Jalapão de Bicicleta: Mumbuca, segundo dia

(FOR ENGLISH VERSION, SCROLL DOWN THE PAGE)

No segundo dia de Mumbuca, explorei e descobri o que eles chamam de “brejo”. É uma piscina natural linda, com aguas calmas e critalinas, que fica no rio que corre em direção a NE, na parte mais baixa da cidade. Existem ali alguns pés de buritis e, se tiver a mesma sorte que eu, poderá apreciar araras vermelhas e canindés (aquela azul e amarela grande) entre outras que ali fazem seus ninhos.

A 3km do vilarejo, também rumo a NE, fica o Fervedouro de Mumbuca (ou, como é mais conhecido, do Coxa). O caminho até lá é muito bonito, com vários pés de pequi que frutificam entre outubro e dezembro, espalhando os frutos pela estrada. O fervedouro, e tambem o Encontro das Aguas, fica na propriedade do “Coxa” que, como os outros, cobra em torno de R$ 10/pessoa.

 

Vista aerea de Mumbuca / Aerian view of Mumbuca

Vista aerea de Mumbuca / Aerian view of Mumbuca

O Fervedouro de Mumbuca, embora menor e mais exposto ao sol, tem uma pressão maior, fazendo que você “flutue mais alto” quando dentro d´água. Para chegar à ele é preciso atravessar as corredeiras e o fundo pedregoso do Rio Formiga. Existe um arame amarrado em cada lado do rio para auxiliar a travessia. Procure não confiar muito porque ele é bem esticado e pode arrebentar um dia.

Foi interessante saber que plantar bananeiras em volta de nascentes de água, com o objetivo de preservá-las e filtrá-las, é uma sabedoria secular que vem passando de geração em geração. Muitas destas técnicas, que nós na cidade recebemos de renomados especialistas, surgiram na cultura antiga do interior já que os povos locais as desenvolveram por pura necessidade, já que não tinham materiais, estradas e transporte a outros lugares. Tinham que desenvolver técnicas e soluções com os recursos locais.

Telhado feito com materiais locais como palha de piaçava, taboa e madeiras / roof made of local materials such as "piaçava" straw, "taboa" (a kind of bamboo) and wood

Telhado feito com materiais locais como palha de piaçava, taboa e madeiras / Roof made of local materials such as “piaçava” straw, “taboa” (a kind of bamboo) and wood

 

 

O acesso à trilha que leva ao Encontro das Águas , fica à esquerda 20 m antes de chegar ao fervedouro. O Encontro é a junção das águas quentes e transparentes do Rio Soninho (que alimenta o fervedouro) com as águas mais frias e escuras do Rio Formiga.

De volta ao povoado, preparava-se a festa de virada do ano que ocorreu em torno da igreja evangélica. Praticamente todos os moradores são evangélicos. Alguns muito praticantes, outros menos. A festa começou por volta das 20h e durou a noite toda com muitas orações, alegria, música e comida. Foi preparado um grande jantar ao lado da igreja para toda a comunidade. Foram todos pra lá depois do culto. Por volta das 22h devia haver umas 400 pessoas. Mumbuca é como uma grande família. Ali todos se encontraram e confraternizaram com amizade e alegria. Eu, como estava muito cansado fiquei um pouco e fui dormir na barraca que ficava a poucos metros da festança. Como quando estou junto à Natureza não tenho problema algum em dormir, aconteça o que acontecer, dormi “como uma pedra” até no outro dia de manhã. Quando acordei, me impressionou como, mesmo sem bebidas alcoolicas (são evangélicos, por isso não bebem alcool), um grande grupo de jovens ainda cantava e se divertia na festa como se estivessem começando a noite.
Eram 7h da manhã. Infelizmente, era hora de partir.

 

(ENGLISH VERSION)

During my second day in Mumbuca i explored what they call “brejo” (a kind of swanp if we translate it literally). But in fact it is a wonderful natural pool with cristal clear and calm water. It is located in the river running to NE at the lower part of the city
At this place, there are few “buritis” trees (a palm tree very useful and common in Jalapão). If you have the same chance i´ve got, maybe you can appreciate different kinds of macaws, such as red, blues or canindés ones (a big blue and yellow), that make their nests up those palm trees.

Three km biking from Mumbuca, heading NE, i found Fervedouro of Mumbuca (or, better known as ” Fervedouro do Coxa”). All along the nice path till there has many pequi fruit trees wich gives big round and fragant fruits from october to december. The fervedouro and also the Encounter of Waters (Encontro das Aguas) are at a property owned by “Coxa” whom, like other ask around US$ 5 for entrance fee.

 

Pequi fruit

Pequi fruit

 

Fervedouro of Mumbuca, even small and more exposed to hot sun is interesting because it has a higher water pressure that makes you floating higher when you are inside the water. To get there you need to cross turbulent and rocky Formiga river. There is a steel wire streched from one side to another side of the river but don´t trust in it because one day it can break out.

It was interesting get to know that planting bananas trees around spring of waters in order to filter and preserve them is a very old practice and part of the local culture that passes from one generation to another. Many of these techniques that we learn, in the cities, from renowned specialists in fact come from ancient and aborigenes people whom without roads, transportation nor materials had to develop such efficient techniques with local and natural resources in order to supply their needs.

 

Telhado com material natural e local / Roof made of natural and local material

Telhado com material natural e local / Roof made of natural and local material


The Encounter of Waters path is on the left side 20m before arriving in the fervedouro. It is the jonction of the cristal clear and hot water of Soninho river (that feeds the fervedouro pool) with the darker and colder water of Formiga river.

Back to the village, they were preparing the New Year´s Eve party that happened around the protestant church. Almost all inhabitants of Mumbuca are protestants. Most of them are practioners, other not. The party begun around 8pm and last all night long with prays, music and food. A big dinner was prepared beside the church for all community. Around 400 people were there around 10pm. Mumbuca community is like a big family. That night all were together fratenizing with friendship and joy.

I was very tired so i stayed for a while and then went sleep in my tent that was placed few meters away from the party. Close to nature, even in bad conditions i dont have any trouble to sleep very well. So i slept very tight till next morning. When i woke up i was impressed because even not drinking any alcohol (they are protestant so they never drink alcohol) a group of young people was still there singing, dancing and having fun as the party was just beginning.

It was 7 am. Unfortunately, time to leave

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