Bolivia 2014 – 2015 – La Paz – Day 1

(FOR ENGLISH VERSION, SCROLL DOWN)

Com o problema no joelho, voltei para La Paz e decidi ficar por ali alguns dias e descansar. Naquele momento estava certo que não faria mais travessias e trilhas já que não queria ter a mesma experiência que tive em El Choro.

Apesar de não ser este o objetivo principal da viagem, explorar a cidade e seus arredores poderia ser uma boa idéia porque me parecia que a cultura, culinária e arte boliviana em La Paz estavam ainda bem preservadas. Isto me animou a andar pelas ladeiras da cidade. Até porque o sistema de transporte é deficiente com muitas vans alternativas que são pouco organizadas quanto a roteiros e horários. Enfim, a melhor opção é mesmo andar a pé em meio ao caos.

Tipico ônibus urbano em La Paz adaptados de antigos caminhões / Urban bus in La Paz adapted from old trucks

Tipico ônibus urbano em La Paz adaptados de antigos caminhões / Urban bus in La Paz adapted from old trucks

Para me hospedar, escolhi a região do Terminal Central de Buses, já que é um pouco afastado do centro e a oferta de hostals é maior. Voce pode experimentar, por exemplo, o Residencial Uruguay que é grande e tem preços imbatíveis. Com sorte voce vai ficar, como eu, sozinho num quarto com vista pra cidade, mais barato que num hostal da moda onde terá que dividir espaço com mais 13 pessoas.

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É obrigatório para lojas e restaurantes colocar o cartaz: “Todos somos iguais perante à lei” / Shops and restaurants must have a visible poster saying: ” We are all equal before the law”

De fato o povo boliviano, me refiro ao morador da região de La Paz já que foi a única cidade que conheci ficando vários dias, não é tão hospitaleiro, aberto, comunicativo e amigo como, por exemplo, o povo peruano que havia conhecido em Cusco há 5 anos.

Aquilo me intrigava. Por exemplo, para tirar uma foto com uma chola – a típica senhora indígena boliviana com aquele chapéu preto redondo, a saia armada colorida, e quase sempre carregando uma criança na manta amarrada nas costas – é muito dificil. Somente algumas muito simpáticas, permitem. Depois me explicaram que, na cultura aymara, acredita-se que a pessoa, ao permitir uma foto, teria sua alma “roubada”.

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Mas só isto não explicava o que eu sentia – e via – nas ruas. Porque o paceño (boliviano nascido La Paz) era tão arredio e fechado?? Pensei em várias hipóteses como o fato do povo andino ter sido muito oprimido e massacrado depois da invasão estrangeira a partir do seculo XVI. Mas só isto não explicava já que o povo hoje peruano viveu a mesma experiência.
A melhor explanação que ouvi foi que a Bolívia na verdade sempre foi – historicamente – um país dividido. De um lado estão os cambas, de ascendência européia, branca,  e que vive majoritariamente em cidades como Santa Cruz de la Sierra e Tarija. E de outro, os collas, indígenas, povo aymara, que vive no altiplano (La Paz, Oruro, etc).

As

As “sarnitas” típicos pães paceños são vendidos nas ruas / “Sarnitas” typical bread from La Paz are sold on streets

É claro que, quanto mais se viaja mais se entende: o que existe são visões parciais de uma realidade. Não há uma verdade absoluta. Tudo depende da sua experiencia, que é subjetiva. Por isso é importante não generalizar e estar aberto pra mudar de opinião sempre, conforme novas viagens vão trazendo novas vivências.

(ENGLISH VERSION)

Back to La Paz with my knee problem i´ve decided to stay in the city for few days and rest. At that point i was sure in not hiking anymore because i would not like pass through same situation of El Choro trek.

Even my main objective was not explore cities it could be a good experiment in La Paz since bolivian culture, culinary and genuine art are still alive and preserved there. That got me motivated in walking through city slopes. Also because transportation in La Paz is a chaos with very few buses and thousands of alternative vans circulating not very well organized about itinerary and time table. Best option is realy walk in the middle of them.

Vista aérea de La Paz / Aerial view of La Paz

Vista aérea de La Paz / Aerial view of La Paz

To lodge, i´ve choosen to be around Terminal Central de Buses (Central Bus Station). Not very close to downtown and a big room offer in many hostels could bring prices down. You can try, for example, Residencial Uruguay. It is big and with afforbable prices. If you have chance like me, you´ll stay alone in a room, with a nice view over La Paz, paying cheaper than in a trendy hostel where you are going to share room with maybe more 13 people.

pequenos paceños

pequenos paceños

Bolivian people – i am talking about La Paz region inhabitant because it was the only city i knew staying many days – is not as hospitable, open, talkative and friendly as, for example, peruvian people that i met five years ago.

It puzzled me. For example, take a picture of a chola – those typical indigenous bolivian women with round black hut, coloured dress and almost always with a child attached on the back – is quite difficult. Only some very agreable one would allow it. Afterwards someone explained to me that in aymara culture they believe that allowing someone take a picture their soul could be “stolen”.

Sapateiros ainda podem ser encontrados nas ruas de La Paz / Shoemakers still can be found in La Paz streets

Sapateiros ainda podem ser encontrados nas ruas de La Paz / Shoemakers still can be found in La Paz streets

But only this couldn´t explain what i was feeling and seeing on the streets. Why paceño (bolivian borned in La Paz) is so withdrawn ? I thought in many hypotheses. For example, the historical fact that andean people was so opressed after foreigner invasion in XVI century. But only this also couldn´t explain because actual peruvian people had same experience in the past. Best explanation i´ve heard was that Bolivia is – historically – a divided country. In one side, the cambas, with european heritage, white, and most part living in cities such as Santa Cruz de la Sierra and Tarija and on the other side, the collas, indigeneous, aymara people, living in the highland (La Paz , Oruro, etc ).

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Of course, more often we travel better understanding that what exists are partial point of vue of one single reality. Truth is not absolute. All depends on your own experience that is subjective. Because of this it is important not generalize and be opened to always change opinion as soon as new trips bring us new experiences.

La Paz is one of ten highest cities in the world with its 3650 m (11000 ft.) high. The world champion with 4150m (12450 ft.) high is few miles away neighbour, El Alto.

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