Ponta da Juatinga crossing – Paraty, Rio de Janeiro state, Brasil – Paraty – Pouso da Cajaiba – Martim de Sá

(FOR ENGLISH VERSION, SCROLL DOWN)

Depois de muito convidá-la, minha amiga Galja disse que viria passar férias no Brasil com sua irmã, Anja. Como o tempo seria curto, achei que seria uma boa oportunidade para levá-las numa viagem de raiz aqui por perto do Rio de Janeiro mesmo. Temos ainda alguns paraísos bastante preservados como áreas de reserva.

Anja e Galja na rodoviária / Galja and Anja at bus station

Anja e Galja na rodoviária / Galja and Anja at bus station

Escolhi a Reserva Ecologica da Ponta da Juatinga, perto de Paraty. Há pouco tempo, tinha visto umas fotos belissimas feitas pelo meu amigo trilheiro Cristiano Sato. Achei que aquilo era um sinal e pedi umas dicas pra ele alguns dias antes. Não disse nada à Galja sobre pra onde iriamos, ela só sabia que íamos acampar. Acredito que isso tenha aumentado a curiosidade e a expectativa delas;

Mapa Travessia Ponta da Juatinga
O lugar é uma trilha de 3-4 dias onde atravessamos morros cobertos por Mata Atlantica intercalados com praias selvagens de água cristalina e areia amarelada grossa. Apesar de bem proximo do mar, chegamos atingir altitudes em torno de 500m, mas no parque há picos de mais de 1000m de altitude.

Barraco onde ficamos em Paraty / Shed where we stayed in Paraty

Barraco onde ficamos em Paraty / Shed we occupied in Paraty

Depois de alguns dias com muita chuva em Paraty durante os quais ficamos jogando sinuca no camping e aproveitando as delicias da gastronomia da cidade histórica, finalmente decidimos sair pro mato e enfrentar a trilha de qualquer maneira.

Aproveitando o Centro Histórico de Paraty / Enjoying in Paraty old town

Aproveitando o Centro Histórico de Paraty / Enjoying Paraty old town

Se pra mim seria frustante voltar ao Rio sem ter cumprido o objetivo da viagem, imagina pra elas que vieram lá de Saint Petersburgh !!

Centro Histórico de Paraty / Paraty historical center

Centro Histórico de Paraty / Paraty historical center

Parece que nossa atitude fez a chuva diminuir e o tempo foi secando aos poucos nos dias seguintes.
Embarcamos no Cais dos Pescadores, na Ilha das Cobras, com Mestre Dito. Depois de mais de duas horas navegando ele nos levaria à Pouso de Cajaíba, algumas milhas depois de seu vilarejo natal, Calhau.

No Porto de Paraty / At Paraty port

No Porto de Paraty / At Paraty port

A primeira surpresa da viagem foi, depois de alguns minutos de mar tranquilo na baía de Paraty, enfrentar um mar bastante agitado assim que o barco contornou o Saco de Mamanguá rumando em direção à Pouso de Cajaiba (direção SE). Foi quase uma hora de mar agitado,  ondas grandes e chuva fina. Pelos gritinhos, imagino o que tenha passado nos pensamentos de Anja e Galja. Acho que até aquele momento elas deveriam estar se perguntando se não teria sido melhor ir para a Sibéria mesmo.

Ao chegar na praia de Pouso de Cajaíba, a segunda surpresa: acostumados com os confortos da cidade, talvez não esperávamos que tivessémos que pular do barco com as bagagens a uns 15 metros da areia. Água pela cintura, roupas molhadas. A viagem começava ali.
Depois de rir bastante preparamos tudo e metemos o pé na trilha. Logo nos primeiros quilometros me dei conta do quanto aquela viagem seria uma descoberta para elas já que tudo era tão novo, original, genuino: elas pararam gritando e tirando fotos de um simples cacho de banana verde;

Pouso da Cajaíba

Pouso da Cajaíba

O destino era Martim de Sá e lá chegamos depois de uma hora e meia de caminhada. Apesar do dia cinza a praia surpeendeu a todos pela beleza. Tivemos o primeiro contato com a paisagem que iria nos acompanhar durante toda a viagem: rios encachoeirados vindos das montanhas serpenteando pela areia até chegar ao mar. A permamente troca de águas do rio com o oceano é realmente uma dinâmica extraordinária.

Martim de Sá com

Martim de Sá com “nosso cachorro” / In Martin de Sá with “our dog”

Ali, conhecemos “nosso cachorro” que, anônimo, viria a ser nosso guia fiel em troca de torradas e algumas colheres de trigo sarraceno cozido.

(no próximo capítulo a trilha de Martim de Sá à Cairuçu das Pedras, inscreva-se no blog – página inicial no alto à direita – pra não perder)

ENGLISH VERSION
(written by me and Anja)

After inviting her many times, I finally had my Russian friend Galja coming to Brazil during holidays with her sister, Anja. As we would not have much time i thought it could be a good idea to let them experience a bit of “root travelling” somewhere nearby in the Rio de Janeiro state. We still have a few preserved paradise areas.

I chose Ponta da Juatinga Ecological Reserve, southern part of Rio de Janeiro state, close to Paraty. Not much time ago i´d seen awesome pictures made by my friend and hiker Cristiano Sato. I thought it might be a sign. I asked him for some tips a few days before leaving, and that was it: travelling without a lot of planning could be more exciting. To raise the adventure degree of the trip, i did not tell anything to Galja & Anja about our destination. I believe that also increased their expectations and curiosity.

The ultimate goal turned out to be a 3-4 days’ trail through wet rainforest mountains changing to wild sandy beaches with crystal green seawater. Although being very close to the ocean, we reached some points of 500m high and in the park there are peaks of more than 1000m high;

Centro Histórico de Paraty / Paraty historical center

Centro Histórico de Paraty / Paraty historical center

After a few rainy days in Paraty, where we stayed playing snooker and tasting delicious dishes of the gastronomy in the historical part of town, finally we decided to get into woods and face the trail whatever the weather. I guess, my disappointment in case of giving up would be nothing compared to the feelings of my friends who’d covered more than 11000 km from Saint Petersburgh !!

 

Centro Histórico de Paraty / Paraty historical center

Centro Histórico de Paraty / Paraty historical center

It seemed that our decision made the rain finally abate and the weather started to get drier during the next days. We embarked at Cais dos Pescadores, in the Ilha das Cobras neighborhood, on a boat of a fisherman named Dito. After more than 2,5 hours he would bring us to Pouso da Cajaíba(SE direction), a few miles away from his home town, Calhau.

Esperando a chuva passar no camping de Paraty / Waiting for a less rainy day for leaving the camping area in Paraty

Esperando a chuva passar no camping de Paraty / Waiting for a better day to leave the camping area in Paraty

Then we faced the first surprise of the trip – after a few minutes of a calm sea at Paraty´s bay – a very agitated ocean just after our small boat passed Saco de Mamanguá. Big waves and fine raining for more than one hour. It made the girls scream every now and then and I could imagine what was going on in their heads, something like: why have we left our home land ??

The second surprise was waiting at the shore: used to the comfort of the city, we didn´t expect to disembark 15 meters away from the beach simply by jumping right into the sea with all the luggage on. Water at waistline, all clothes wet. The journey had begun.

Chegando em Pouso da Cajaíba / Arriving in Pouso da Cajaíba

Chegando em Pouso da Cajaíba / Arriving in Pouso da Cajaíba

After laughing a lot at ourselves, we started our trek. Just a few kilometers of walking – and i realised what a discovery this trip would be for the girls since everything was so unknown, original and genuine: they stopped shouting and taking pictures in front of an ordinary (for me) banana tree.

Destination was Martim de Sá where we came after walking for an hour and a half. In spite of a cloudy day, the beauty of the beach amazed us all. It was our first contact with a landscape that would follow us during the hike: rivers coming from the mountains, meandering through the beach sand and meeting the sea. The constant water exchange between the rivers and the sea had an extraordinary dynamics.

Martim de Sá

Martim de Sá

 

There we met “our dog” that anonymously became our trekking guide in exchange for some toasts and a few full spoons of cooked buckwheat.

 (next chapter trekking from Martim de Sá to Cairuçu das Pedras. Subscribe the blog – home page right up side – and don´t miss it)

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