Galápagos: El Garrapatero (Ilha Santa Cruz)

(FOR ENGLSIH VERSION, PLEASE SCROLL DOWN)

Foi impossivel encontrar em Puerto Ayora aquela latinha de gás pra cozinhar no camping. Como é proibido levar no avião, deixo sempre pra comprar na cidade que chego. Mas em Galápagos não tem. Fogueira é terminantemente proibida no Parque Nacional. Me aconselharam então comprar e a levar carvão já que em Garrapatero havia caixas tipo churrasqueira e poderia, de alguma maneira, cozinhar nelas. Achei muito complicado e preferi comprar uns ótimos croissants e queijo maturado que tem no maior supermercado da Ilha Santa Cruz (no finalzinho do porto).

Eu tinha comigo também nozes, amêndoas, castanhas, granolas e frutas secas. Estava resolvido o farnel. E, de qualquer maneira, não ia acampar mais de dois dias em El Garrapatero já que meu tempo era curto pra explorar o arquipélago de Galápagos

Mapa informativo na chegada á El Garrapatero / Informative map at the entrance of El Garrapatero beach

Mapa informativo na chegada á El Garrapatero / Informative map at the entrance of El Garrapatero beach

Se vai acampar em algum canto do arquipélago, importante levar bastante água já que não tem nascentes de água doce nas ilhas. Toda água usada em Galápagos vem do mar e da chuva. Às vezes a água do mar é usada diretamente nos banheiros, como fiquei sabendo ser o caso de Garrapatero.

Vegetação costeira, seixos de pedra vulcanica e maré alta / Coastal vegetation, volcanic debris and high tide

Vegetação costeira, seixos de pedra vulcanica e maré alta / Coastal vegetation, volcanic debris and high tide

A água potável – achei muito saborosa – é tratada por osmose reversa. Comprei um galão e parti pra Garrapatero numa caminhonete-táxi com preço – barganhado –  de US$ 15 (normalmente custa US$ 20).
Não tinha tempo mas uma boa opção – apesar das subidas – é ir de bike . O caminho até Garrapatero atravessa pequenos povoados rurais. Aliás, praticamente todas as ruas e estradas em Santa Cruz tem uma ciclovia ampla e bem feita ao lado.

Cheguei no inicio da tarde em Garrapatero. Fui recebido pelo guarda-parques que me explicou tudo direitinho.
Com a maré alta, o visual da praia é maravilhoso. Areia branca, sol quente e mar cristalino, mais uma vez. Cercada por vegetação costeira e pequenas enseadas que escondem manguezais. Quando a maré baixa, revela uma outra praia. Cheia de pedras vulcânicas pretas por todos os lados o que dificulta um pouco as caminhadas para explorar os arredores, e até os mergulhos.

Casinha do Guarda-Parque / National Park´s  station

Casinha do Guarda-Parque / National Park´s station

Por outro lado eu compreendi em Galápagos que o período de marés baixas (quando eu estava lá era na parte da manhã até o meio da tarde) é o melhor para observação da Natureza. O recuo da água do mar revelava uma incrível explosão de vida costeira que fica submersa. É impressionante como esta micro-vida, quase invisível mas extraordinária e bela, passa despercebida aos turistas tradicionais que estão preocupados correndo para conhecer as “grandes atrações” oferecidas pelas agencias de turismo.

Caranguejo comum em Galápagos (Grapsus grapsus) / Crab of Galapagos (Grapsus grapsus)

Caranguejo muito comum em Galápagos (Grapsus grapsus) / Crab of Galapagos (Grapsus grapsus)

Haviam poucas pessoas na praia e logo percebi que eu seria o único a passar a noite ali.
O local reservado pra o camping fica no meio de um emaranhado de galhos e copas de manzanillo, uma arvore muito comum por lá . São baixas mas as copas se unem no alto formando uma espécie de túnel, praticamente não deixando passar a luz do Sol.
Tem avisos pedindo pra não tocar no manzanillo porque ele seria toxico. Mas eu, sinceramente, acho que é para que as pessoas não se pendurem nas arvores danificando-as. Porque é essa a vontade que dá (subir naqueles galhos tão baixos), mas com certeza iria causar degradação.

Marcas deixadas pelo recuo da maré / Structures left by the low tide transition

Marcas deixadas pelo recuo da maré / Structures left during high to low tide transition

Com o cair da noite os poucos turistas e o guarda-parque foram embora e eu fiquei, como previsto, completamente só. Como estava muito cansado fui dormir cedo, acho que umas 19h.
Despertei no meio da noite e olhei no relógio: passava um pouco da 1h da madrugada. De repente comecei a escutar alguns barulhos. Como passos de uma pessoa. Bem suaves e vagarosos mas eram passos por cima da folhas caídas das arvores. Lembrei que não havia uma viva alma num raio de, pelo menos, 15km.
Pensei no que fazer. A única coisa que me veio a cabeça era também me mexer e fazer barulho pra ver se o barulho vindo de fora cessava.
Tive a ideia também de abrir o bolso da mochila e pegar o canivete e a lanterna. Bati um no outro gerando um ruido metálico pra dar a entender que estava “preparado pra tudo”. Quando parava pra escutar, continuava a ouvir os passos vagarosos bem perto da barraca. Passaram-se uns quinze minutos de agonia mas pareciam bem mais.
Nem sei como, mas adormeci novamente e só acordei ao amanhecer. Estava inteiro. Foi quando entendi que não havia ninguém andando ao lado da barraca. Não passava de ruídos da floresta que nós associamos com outros que já conhecemos. Já tinha acontecido outras vezes em acampamentos, mas mesmo assim fiquei com muito medo. De novo.

Laguna costeira / Coastal lagune

Laguna costeira / Coastal lagune

A configuração da praia havia mudado completamente com o recuo de mar em mais de 50 metros. Isso expôs as pedras pretas por toda as partes mas foi perfeito pra explorar a fantástica explosão de vida que só Galápagos pode oferecer com a maré baixa. Pequenos peixes em poças de água do mar retidas,  caranguejos, milhares de ostras, mexilhões e tatuís e aves, muitas aves. Sem falar nas iguanas marinhas, pardais de Galápagos e pelicanos que estavam sempre por toda parte.

Contraste entre a rocha vulcanica e estruturas deixas na areia com a baixa da maré / Contrast between the volcanic rock and the sand structure due to the low tide

Contraste entre a rocha vulcanica e estruturas deixas na areia com a baixa da maré / Contrast between the volcanic rock and the sand structure due to tide regression

Foi em Garrapatero também que tive contato com uma mosca enorme. Deve ter quase 2 cm e ela gruda na pele e pica forte pra chupar sangue. Conversando com o guarda-parque (de novo no seu posto de controle) ele me disse que se chama “tábano” e que ataca mais no verão (estávamos no verão) e, principalmente, depois que saímos molhados da água (pode ser que seja atraida pelo brilho da pele molhada ao sol).
Não poder entrar na água naquele paraíso do Pacifico por causa daquela mosca seria demais.

 

(ENGLISH VERSION)

It was impossible to find in Puerto Ayora the small gas bottle to cook during camping time. As it is absolutelly forbidden to carry it in airplanes, i always buy it in the final destination town before the camping site. But in Galapagos, maybe because camping is not a trend, there is no. Wood camping fire is not allowed in the National Park. Then, someone advised me to bring coal because in Garrapatero they have these brick-boxes barbacue facilities.
I guessed it would be very complicated and i´ve decided to buy the very good croisssants available in town and some maturated cheese. I also brought from Brazil, nuts, muslies, dried fruits. Ready to eat. So, i thought i was more than enough for just two days i would like to spend in Garrapatero.

Uma Lagarta da Lava de Galapagos (Microlophus albemarlensis) / A Female of Lava Lizard of Galapagos (Microlophus albemarlensis)

Um Lagarto da Lava de Galápagos (Microlophus albemarlensis) / A Female of Lava Lizard of Galapagos (Microlophus albemarlensis)


It is very important to bring a lot of water because there is no fresh water springs in the islands. All fresh water used in
Galapagos come from the sea and from the rain. Sometimes sea salt water is directly used in the toilettes and, as i knew, it was the case of Garrapatero.

The fresh drinkable water – i found it very tasteful – is treated by reversed osmosis.
I bought one gallon (around 5 liters) and headed Garrapatero in a taxi that costed to me US$ 15 after some time of negotiation (normally it costs US$ 20).
I didn`t have much time for it but a very good option – in spite the hills – is to go by bike. The path till there cross small and cute country-side villages. By the way, almost all streets and main roads in Santa Cruz have well done and large bike lanes .

I arrived in El Garrapatero early afternoon. I was guested by the ranger that explained me everything about the rules.

 

With high tide the beach sightseeing is wonderful. White fine sand, hot sun and cristal clear sea once more. All surrounded by coastal vegetation, small coves hidden by manglars. When tide goes down, another beach is revealed. Full of volcanic rocks everywhere that before we couldn´t see. It makes hiking to explore a bit more difficult. Have to take care when diving as well.

A praia de Garrapatero com a maré baixa / The Garrapatero beach during low tide

A praia de Garrapatero com a maré baixa / The Garrapatero beach during low tide

On the other hand i understood that low tide period (when i was there it was from early morning till middle afternoon) is the best time for watching Nature. The sea water retreat reveals an amazing explosion of coastal life that is otherwise submersed. It is impressive how these microscopic and mesoscopic life, almost invisible but extraordinarly beautiful, will normally not be noticed by traditional tourists always hurried to get to know the “big atractions” offered by tourism agencies.

Explosão de microvida invisível em Galapagos / Explosion of invisible microlife in Galapagos

Explosão de microvida invisível em Galapagos / Explosion of invisible microlife in Galapagos

Not many people at Garrapatero´s beach and very soon i understood that i would be the only one there during the night. The camping site is in the middle of a forest of manzanillos,  a very commom tree in Galapagos. They are short but their top get together forming a kind of tunnel. From below you can barely see the sky

There are signs asking people to not touch the manzanillo trees because they are supposely toxic but i sincerely think they are really worried about degradation if people keep hanging on them.

Vegetação seca de Galapagos / Dried vegetation of Galapagos

Vegetação seca de Galapagos / Dried vegetation of Galapagos


With nightfall few tourists and the ranger that were there went away and i stayed completly alone. As i was very tired went to “bed” very early, around 7pm.

Suddenly i awake in the middle of the night. It was around 1am. Immediately after i started hearing some noises. They were like steps of a person. Very gentle and slowly but they were steps over the fallen tree leaves, Then i remembered that i was completely alone there and probably the nearest person would be around 15km away.

I planned what to do and the only thing that came to my mind was tho move myself as well making as much noise as possible expecting to “make that man afraid enough to escape”
I also had the idea to take off my knive and torch from backpack hit one against the other making a metallic noise that could be interpreted that i was “prepared for everything”.
I was still hearing the slow steps very close to the tent. The agony lasted for around 15 minutes but it seemed to be much more.
I dont know how but i fell asleep again and when i waked up in the morning i realised that i was still alive.
So, i understood that there was no perosn walking around the tent during the night. Those were noises from forest that we normally associate to other noises we already know . Maybe they were small animals walking around. I realised it already happened to me during other camping times but still i´ve got very scared.

Caranguejo vermelho muito comum em Galápagos / Red crab very common in Galapagos

Caranguejo vermelho muito comum em Galápagos / Red crab very common in Galapagos

Next day, early morning the beach landscape was completely different because sea level retreated more than 50 meters. It exposed volcanic black rocks everywhere but it was perfect to explore and observe the amazing crop of coastal life that only Galapagos could offer.

Small fishes in enclosed and new formed lagoons, crabs, oysters, different shell-like animals, birds, iguanas, Galapagos´pinchones (finches), pelicans and many other.

Pequenos peixes aprisionados numa poça deixada pela baixa da maré / Small fishes enclosed into a puddle during the low tide

Pequenos peixes aprisionados numa poça deixada pela baixa da maré / Small fishes enclosed into a puddle during the low tide


It was in
El Garrapatero i met a enormous fly (almost 2cm long) that sticks on your skin biting you hardly in order to suck your blood.
Talking with the ranger (once again at his checking point) he told me that fly is called “tábano”. They are more agressive during summer (and it was summer !!) and principally when people get off the sea after a bath. Maybe the shining wet skin attracts them.
I was thinking about have restriction to get into that wonderful sea in such paradisiac island of Pacific because of a fly would be a real torture.

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Galápagos : Puerto Ayora – Tortuga Bay – Las Grietas (Santa Cruz)

(FOR ENGLSIH VERSION , SCROLL DOWN)

Galápagos é um arquipélago formado por dezenas de ilhas vulcânicas. Isto quer dizer que o fundo do aceano se abriu , começou a expelir tanta lava que foi se acumulando até chegar à superficie. E foram sendo formadas todas as ilhas. Umas pequenas e desabitadas, outras bem grandes, como Isabela por exemplo.

A Ilha Baltra é onde fica o aeroporto principal. Praticamente só tem isso.
A partir daí, e se quiser conhecer todo o arquipélago, vai começar uma peregrinação de vários modais entre ônibus, caminhonetes brancas (são os táxis), balsas (maiores, mais lentas levam muitas pessoas e até carros) para curtas distâncias e lanchas (menores e mais rápidas, para distancias maiores).

Opuntia - especie de cactos endêmica de Galapagos / Galpagos´ endemic specie of cactus

Opuntia – especie de cactos endêmica de Galápagos / Galapagos´ endemic specie of cactus

Há três ilhas principais e com melhor estrutura turística: Santa Cruz, Isabela e San Cristóbal. Estive nas duas primeiras e vocês, em breve, vão entender porquê.
A Ilha Santa Cruz é a mais desenvolvida,. Mais serviços e mais organizada pra receber os milhares de turistas que passam por lá todo ano.

Cem por cento da economia gira em torno do turismo. Por isso, criou-se uma industria em torno da atividade da qual, como vocês vão entender ao longo dos capítulos , tentei escapar à todo custo.

Puerto Ayora do alto / Puerto Ayora from above

Puerto Ayora do alto / Puerto Ayora from above

Assim que cheguei em Puerto Ayora – uma espécie de capital da Ilha Santa Cruz -, minha primeira preocupação foi ir à sede do Parque Nacional Galápagos pra requerer a autorização para acampar. Lá, fui muito bem recebido por Luis Fernando, que me explicou que em cada ilha eu deveria repetir o mesmo processo.

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Locais para Camping com autorização do Parque Nacional Galápagos
(US$ 10, cópia e original do passaporte para cada autorização)

Santa Cruz: El Garrapatero
San Cristobal: Puerto Chino / Puerto Grande / Manglesito
Isabela : Minas de Sufre e Volcan Chico (somente com guia de turismo)

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Pelicano / Pelican

Pelicano / Pelican


Estas áreas estão dentro do parque nacional que engloba 95% do arquipélago.
A principio, fora dele você pode acampar em qualquer área privada com autorização do proprietário como é o caso do El Ceibo ( na Ilha San Cristóbal).

Para quem vai ficar em pousadas tem muitas opções de todos os preços. As mais baratas ficam em torno de US$ 25 mas procurando bem dá pra achar por até US$ 17 ou US$ 15;

Um passeio bem interessante, e que fica perto do centro da cidade, é a própria Direção do Parque Nacional onde tem uma estação de pesquisa, um pequeno museu. Pode-se ter um primeiro contato com as tartarugas gigantes terrestres que em espanhol se chamam galápagos e deram nome ao arquipélago.

Na verdade o que mais se vê em Galápagos, são os cágados (termo correto em português, que vivem parte na água e parte na terra) e os jabutis (que vivem somente em terra). Tartarugas são os quelônios (repteis com carapaça) que vivem exclusivamente na água (no mar de Galápagos tem muito também). Mas neste blog, para melhor entendimento, vamos nos referir a todos eles com o nome genérico de “tartaruga”.

Outro lugar legal, no centro de Puerto Ayora, é a Laguna de Las Ninfas.
É uma laguna conectada ao mar, bem tranquila onde podemos observar, andando por uma passarela, vegetação e fauna de mangue.

O cais de Puerto Ayora é outra atração da cidade. Primeiro pela movimentação frenética de barcos. Mas também pelos lobos marinhos que sobem as rampas e ficam deitados nos tapetes e bancos do cais “uivando” pra quem chega muito perto. Os pelicanos estão sempre por perto também e, dentro d´agua, pode-se ver muitos peixes, entre eles filhotes de tubarão que se aproximam em busca de comida e também à noite atraídos pelas luzes.

Porto Ayora / Puerto Ayora

Porto Ayora / Puerto Ayora

É deste cais que sai as lanchas rápidas para as outras ilhas: Em geral entre 6 e 7 da manhã e entre 14 e 15h da tarde (verifique os horários no local).
As passagens pras ilhas Isabela e San Cristóbal tem preço fixo tabelado: US$ 30. Devem ser compradas – com antecedência – nas agencias de turismo da rua em frente.

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Lanchas entre as Ilhas

Santa Cruz – Isabela  – (entre 6-7h da manhã e 14h e 15h da tarde)
Santa Cruz – San Cristóbal – (entre 6-7h da manhã e 14h e 15h da tarde)
Isabela – San Cristóbal (não tem)

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O fato de não ter barco entre Isabela e San Cristóbal, possivelmente pela longa distancia entre elas, é uma das pequenas “armadilhas” intransponíveis de Galápagos pra quem vai com orçamento apertado. É necessário voltar para Santa Cruz e pegar outra lancha (mais US$ 30), ou, como eu fiz, simplesmente abstrair .

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No dia seguinte – ainda em Puerto Ayora – começou o grande desafio: descobrir e explorar as belezas naturais de Galápagos participando ao minimo da industria turística que não te dá liberdade, tempo e ainda te deixa sem dinheiro.

El Garrapatero fica a 20km de distancia. è preciso sair cedo, então decidi aproveitar o dia pra explorar trilhas mais perto de Puerto Ayora.

Os tours mais legais e que você pode fazer por conta própria, são:

– Tortuga Bay – Na terceira ou quarta rua paralela ao cais pegue à esquerda (direção oeste) e vá até a entrada do Parque Nacional – que fica no alto de uma escadaria – que leva à Tortuga Bay. Depois de registrar-se, é meia hora de trilha plana. No fim uma praia de mar aberto areia branca,  água azul e transparente (Playa Brava).
Foi onde eu vi as primeiras iguanas marinhas. Um pequeno dragão preto que busca o calor das rochas vulcânicas escuras. Não se assuste se você estiver dentro d´agua e um deles passar nadando ao seu lado, são completamente inofensivos.

Tortuga Bay (Santa Cruz)

Tortuga Bay (Santa Cruz)

Logo depois tem uma praia menor, mais calma e protegida (Tortuga Bay). Se tiver a mesma sorte que eu tive vai ver filhotes de tubarões nadando na beira da praia.
Nadar perto de tubarões em Galápagos não oferece qualquer risco. Acredito que seja porque a cadeia alimentar deles é bem preservada. Eles não tem porque atacar humanos pra comer.

– Las Grietas – uma “greta”, uma fenda, um canyon, com uns 100m de comprimento por uns 20 de largura. É uma fratura ou uma falha geológica bem profunda e que por isso, apesar da trilha ser uma subida,  tem alguma comunicação com o mar.
Assim acumula água salobra, numa espécie de grande piscina encravada na rocha. A água doce fria e transparente que vem das montanhas fica mais na parte de cima. E a água do mar, mais densa, na parte de baixo.

Poço de Las Grietas / Las Grietas pool

Poço de Las Grietas / Las Grietas` pool

Como tem ligação com o mar através das fendas na rocha, sofre influencia das marés.
Os grandes peixes (e eu vi vários) só aparecem, vindos do mar, na maré cheia.
Pra chegar lá pegue um taxi-aquático no cais de Puerto Ayora (US$ 1), seguindo depois pela trilha bem marcada. Tem uma prainha calma no caminho (Playa de los Allemanes).
É um lugar excelente pra fazer snorkeling. A profundidade é bem grande, algo em torno de 10 metros ou mais.
Na volta, pegue a trilha subindo à direita e vá até o Mirante do qual você pode ver Las Grietas de cima e Puerto Ayora de um angulo especial.

Vista do Mirante de Las Grietas / View from Las Grietas` belvedere

Vista do Mirante de Las Grietas / View from Las Grietas` belvedere

Se gosta de frutos do mar, Galápagos é o lugar ideal. Apesar de tudo ser mais caro em Galápagos, pode-se encontrar comida relativamente barata (quando comparada com o Rio de Janeiro, por exemplo). E o que mais tem por aqui é peixe e frutos do mar. Em torno de US$ 5 no almoço e US$ 10 no jantar o prato feito. Os veganos e vegetarianos terão dificuldades: Frutas, legumes e verduras são raros e caros.

Com a autorização para acampar em El Garrapatero nas mãos, fui dormir cedo.

 

(ENGLISH VERSION)

Galapagos is an archipelago formed by dozens of volcanic islands. That means that ocean floor opened and begun to expel really a lot of lava which accumulated gradually upwards till reaching the sea surface forming actual islands along millions of years. Some are small and inhabitated other are bigger featuring touristic structure, as Santa Cruz, Isabela and San Cristóbal among others.

Baltra Island pratically has only the main airport of Galapagos and nothing more. If you have the intention to know all archipelago you will start a pilgranage by many different modals of transport such as buses, white pickup trucks (all taxis in Galapagos are like this), ferries (bigger and slower boats that could carry more people and even cars) for short distances and fast boats (smaller, faster) for longer distances;

Iguana

Iguana

The main islands – Santa Cruz, Isabela and San Cristóbal – have the best touristic structure. I´ve been in two of them – Santa Cruz and Isabela – and you will soon understand why.

Santa Cruz Island is the most developed, more services are available and it is more organized to receive thousands of tourists that pass through Galapagos every year.

One hundred per cent of local economy is based on tourism. Because of that a tourism industry was formed and, you will understand as you read the text, i tried to escape from it.

Puerto Ayora tem muitas ciclovias / Puerto Ayora has many bike lanes

Puerto Ayora tem muitas ciclovias / Puerto Ayora has many bike lanes

As soon as i arrived in Puerto Ayora – a kind of capital of Santa Cruz island – my first mission was head to National Park headquarter in order to request an authorisation for camping. I was very well received by Luis Fernando whom explained to me that i´ve had to do the same procedure in each different island, separately.
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Camping sites (only with authorisation of Galapagos National Park Direction)
(US$ 10, copy and original passport for each authorisation)

Santa Cruz: El Garrapatero
San Cristóbal: Puerto Chino / Puerto Grande / Manglesito
Isabela : Minas de Sufre e Volcan Chico (only with a registered guide)

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These sites are inside the National Park whicj is 95% of the archipelago area.

Outside of the National Park area you can camp in private areas with authorisation of the owner as for example in El Ceibo (San Cristóbal island)

For those that will stay in a hostel there are many options for all budgets. The less expensives cost around US$ 25 but if you search and bargain you can get it for US$ 17 or even US$ 15 (outside high season and bank holidays)

A very interesting tour near the city is the Galapagos National Park itself where is located a research station and a small museum. It is possible to have a first contact with giant tortoises which are called, in spanish, galápagos. They named the archipelago.

Opuntia - especie de cactos endêmico de Galapagos / endemic specie of Galapagos

Opuntia – especie de cactos endêmico de Galapagos / endemic specie of Galapagos

Tortoises are reptiles that live part in the land part in the water, differently of turtles that live in the sea most of time.

Another very cool place to visit in Puerto Ayora´s downtown is Laguna de Las Ninfas.
It is a inner lagoon conneted to the sea. A very calm place where we can observe, walking through a wood catwalk, typical manglar vegetation and fauna .

The Puerto Ayora dock is certainly another atraction. First because frenetic traffic of boats but also because sea lions that apend all day long lying down on the dock´s seats and carpets howling for those that get closer. Pelicans are also always around. Inside the water we can see many different fishes as small sharks that approach searching for food and also, during the night, attracted  by lights.

Floresta de cactos / Cactus forest

Floresta de cactos / Cactus forest

From this dock fast-boats leave everyday morning and afternoon to other islands. Generally between 6 and 7 am and between 2 and 3 pm. Check the timetable in situ and do arrive 30 minutes prior the departure.

Boat tickets to Isabella and San Cristóbal has fixed price: US$ 30. Buy always in advance in the tourism agencies at the street in front of the dock.

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Fast boats linking the islands

Santa Cruz – Isabela  – (between 6 and 7am and between 2 and 3pm)
Santa Cruz – San Cristóbal – (between 6 and 7am and between 2 and 3pm)
Isabela – San Cristóbal (there is no boat)

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There is no direct boat linking Isabela and San Cristobal  maybe because of long distance between them. But this is one of the few “traps” impossible to avoid for those whom go to Galapagos with a limited budget. It is necessary to come back to Santa Cruz and take another boat (paying more US$ 30) or, as i did, just forget it.
Next day, still in Puerto Ayora, i begun my challenge: find and explore natural spots in Galapagos which i could reach and enjoy by myself not participating in the tourism industry that leaves you without time, freedom and money.

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El Garrapatero is located 20km away from Puerto Ayora. Yo go there better to leave early. So that day i spent hiking around Puerto Ayora.

In Santa Cruz , the coolest tours you can do by yourself are:

– Tortuga Bay –  Get the third or fourth street parallel to dock (west direction) and reach the entrance of the National Park that is located up the hill. After register, a 30 minute trail will bring you to Tortuga Bay. First stop is a crystal clear water, open sea, white sand and wide beach called Playa Brava.

There i saw first sea iguanas. A small black “dragoon” that search for the warm of dark volcanic rocks along beaches (they also like to swim). Don´t be afraid if you are inside the water and one of them pass just beside of you swimming. They are completely innofensive in spite of their terrible scaring appearance.

Playa Brava (Santa Cruz)

Playa Brava (Santa Cruz)

Just after you will find a smaller, protected and quite beach that is Tortuga Bay itself. If you are lucky as i was you´ll see small sharks swimming around in the very shallow part of the beach. By the way, swimming with sharks at Galapagos has no risk. I guess it is because their food chain is preserved . Therefore they don´t have any interest in attacking human beings in order to eat.

– Las Grietas – a canyon with approximately 100m long and 20m wide. It is a deep geologic fracture or fault and in spite the way till there is slightly upwards there is a link with the sea by underneath the rocks. The water is brackish water in this kind of big pool carved into the rock. The cooler and fresh water that comes from the hills stays upside instead the sea water, more dense, stays downside of the pool.
Las Grietas is linked somehow with the sea down the hill and is influenced by tide. Big fishes (from the sea) could be observed when tide is high.

Las Grietas (Santa Cruz)

Las Grietas (Santa Cruz)

To get Las Grietas, take a boat-taxi at Puerto Ayora´s dock (US$ 1) and then hike by the trail for around 30 minutes. On the way you will also find a quite small beach called
Playa de los Allemanes (German´s Beach).
Las Grietas
is very good for snorkeling. It is around 10 meters deep.

On your way back take the trail up the hill and go till the small belvedere (Mirante) form where one can see Las Grietas from above and also Puerto Ayora by a different angle.

If you like to eat sea food, Galapagos is paradise. Eventhough everything is quite expensive in Galapagos, it is relatively easy to find cheap food. And the most common dishes are based on fishes and sea food. Around US$ 5 for lunch and US$ 10 for dinner. Vegans and vegetarians will find difficulties because fruits, leaves and legumes are a rare and expensive.

With finally the authorisation for camping next days in El Garrapatero on hands, i went to bed early that night.

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Galápagos: Rio-São Paulo-Bogotá-Quito-Ilha de Baltra

(FOR ENGLISH VERSION, SCROLL DOWN)

Viagem de Raiz começa muito tempo antes de embarcar. Por exemplo, para Galápagos as passagens geralmente são caras. Então, quando surge uma promoção – e em geral ela aparece muitos meses antes – você tem que decidir imediatamente e comprar. Depois se vira pra poder ir. Foi isso que eu fiz. E pra garantir, escolhi a semana do Carnaval por que assim poderia ter certeza, antecipadamente, que estaria menos ocupado.
É sempre assim,  quando a data vai chegando vai dando aquela preguiça de arrumar as coisas sair da rotina e ir.
Lendo até o final sobre esta aventura em Galápagos vocês vão entender que esse sentimento de “preguiça de sair da rotina” é um completo absurdo. Então vamos lá.
Promoção de passagem aérea as vezes tem seus incovenientes. Desta vez foi o longo tempo de viagem e as diversas conexões: Rio-São Paulo-Bogotá-Quito-Ilha de Baltra (Galápagos). Tempo estimado: 36 horas que, com os atrasos, se tornaram quase 48 horas !

A preparação foi minima. Isto também vem se tornando uma rotina. Imprimi alguns mapas gerais e li alguns blogs e relatos de viagem com dicas. Uma coisa começou a me assustar: todos diziam que Galápagos é um turismo muito caro como, por exemplo, Punta Del Este, Gstaad, Ibiza ou Fernando de Noronha. Eu teria então mais um desafio de um viajante-raiz: Achar meios de viajar numa ilha altamente turística fora do circuito tradicional e tornar a viagem barata. Deveriam haver meios de viver como os locais de lá vivem e evitar as “grandes atrações” que sempre são mais caras devido à grande demanda.
Assim, levar a barraca e o material básico de camping foi parte do planejamento.
Galápagos é um patrimônio natural único no mundo. E o Equador leva isso muito a serio. Por isso, as restrições, normas e burocracias são muitas, o que aliás vem dando bons resultados. Neste sentido, acampar é permitido somente em algumas áreas e com autorização prévia do Parque Nacional (www.galapagos.gob.ec).
Tentei obter autorização ainda no Brasil pela internet mas meu amigo, muito simpático, Luis Fernando – que trabalha no Parque Nacional – me informou que isto só seria possível pessoalmente e, normalmente levariam 48 horas pra liberar.

Chegando no aeroporto em São Paulo, levei um tremendo susto. O gerente da Avianca veio me perguntar se eu tinha tomado vacina contra febre amarela há mais de 10 dias pois , caso contrario, não poderia viajar. Segundo ele, esta era uma recente determinação do governo de Quito e se a companhia aérea permitisse o embarque na origem sofreria penalidades.

Fiquei gelado só de pensar que teria que voltar e passar o carnaval no Rio de Janeiro !! Algo me ajudou e eu disse que não tinha tomado a vacina mas que Quito não seria meu destino final mas apenas uma conexão. Meu destino seria Galápagos. Ele, que parecia muito mais nervoso do que eu, disse que se era assim poderia me liberar se eu prometesse não sair da área interna de conexão do aeroporto. Me disse também que só desta maneira eu tinha “uma chance mínima de conseguir chegar ao meu destino”. Não entendi nada mas concordei com tudo e segui viagem, aliviado.

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Procurei não pensar muito mas quando fui chegando em Quito a possibilidade de ser barrado num país começou a me incomodar. Ainda mais pelo fato que fiquei pensando que tinha quase certeza que seria impossível cumprir minha promessa de ficar na parte interna reservada para as conexões já que estaria entrando no Equador em Quito portanto teria, obrigatoriamente, que passar pelo controle da imigração para, só depois, embarcar num voo nacional para Galápagos.
Não deu outra. Chegando em Quito, me direcionaram para o controle da Imigração. Conforme a longa fila andava fiquei pensando se falaria que não tinha a vacina ou que tinha apresentado o comprovante de vacinação ao funcionário da Avianca em São Paulo e ele, por esquecimento, “acabou não me devolvendo”. Levantei a possibilidade de mentir porque isto traria dificuldades para confirmação, duvidas e, talvez, me liberassem…
Mas, como sempre, decidi falar a verdade. Mas nem foi preciso. A funcionária, fez algumas perguntas (nada relacionado a vacinas), e me liberou.
Nossa imaginação as vezes é mais fértil do que a fria realidade.
De qualquer maneira se vocês não quiserem arriscar nada, melhor se informar e tomar as vacinas antes de viajar.

Planejando explorar o centro histórico / Planning to explore historical center

Planejando explorar o centro histórico (com Ana Maria ao fundo) / Planning to explore historical center (with Ana Maria behind)

Já que tinha passado pela imigração – “descumprindo minha promessa” – e fui informado no check-in pra Galápagos que o voo estava atrasado varias horas, resolvi explorar mais e ir até ao centro histórico de Quito que foi, em 1978, a primeira cidade do mundo declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela ONU.

Centro Histórico de Quito / Historical Center of Quito

Centro Histórico de Quito / Historical Center of Quito

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Para chegar ao Centro Histórico de Quito de maneira barata:

– Piso térreo: Onibus Rio Coca (até ponto final)
– Atravesse a rua até o outro Terminal: Onibus articulado (até Plaza Marin)
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Obs: O Aeroporto Mariscal Sucre fica longe do centro. Estas duas viagens de onibus podem levar quase duas horas. Portanto só vá se tiver disposição e mais de seis horas disponível pra explorar Quito entre os voos.

Quito foi a primeira cidade declarada Patrimonio Histórico e Cultural da Humanidade / Quito was the  first city declared World´s Cultural and Historical Heritage

Quito foi a primeira cidade declarada Patrimonio Histórico e Cultural da Humanidade / Quito was the  first city declared World´s Cultural and Historical Heritage

Estava com disposição e só tive a informação do longo trajeto conversando com a trocadora Maria. Vivendo e aprendendo.. Mesmo assim tive umas duas hora e pude aproveitar e conhecer mais do charmoso e preservado centro histórico de Quito. Esqueça os mapas, os nomes (quase sempre de santos) e as datas. Relaxe. Basta ir andando e virando o pescoço de um lado pro outro. É história e cultura por toda a parte. Destaque, claro, pra arquitetura colonial com interiores magníficos esculpidos em madeira e folhados a ouro das igrejas como a Iglesia de San Francisco. Iglesia de La Compañia, La Catedral e para a monumental Basílica.

Apesar do verão estava frio. Não é pra menos  já que a cidade fica a 2850m acima do nível do mar.

Centro histórico restaurado e preservado / Historical downtown restored and preserved

Centro histórico restaurado e preservado / Historical downtown restored and preserved

Como disse, ao embarcar pra Galápagos deve-se mostrar toda bagagem que é depois lacrada. Me antecipei e mostrei os alimentos desidratados que estava levando para acampar (seguindo orientação do Parque Nacional). Existe uma longa lista de restrições mas basicamente poderíamos resumir em: Não pode-se levar alimentos frescos nem com sementes férteis. Isto pra evitar a entrada e disseminação de espécies invasoras que poderiam colocar em risco o frágil equilíbrio de espécie únicas e endêmicas do arquipélago.
Prepare-se para pagar US$ 20 de taxa no aeroporto antes de embarcar e mais US$100 para o Parque Nacional ao chegar na arquipélago (para nós do Mercosul esta ultima cai para US$ 50);

ENGLISH VERSION

A Root Travel´s planning begins far before boarding. For example, normally air tickets to Galapagos are really expensive but when you get a sale, and in general they appears several months before the flight, you have to decide immediately and buy it.
I did so and choosed to fly just before the beginning the Carnival because as it is a national holiday certainly i would be less occupied with my work and could arrange all in order to travel.

But in general when boarding date approaches i get a kind of lazyness in pack and arrange all to get off routine and go.

Many disadvantages in finding less expensive air tickets indeed. In this case it was several connections i would have to do: Rio- Sao Paulo – Bogotá – Quito – Ilha de Baltra (Galapagos). Including several hours in each airport. Estimated total time : 36hours . In practice, after all, it became almost 48h.

Prior preparation was minimal. It is becoming a routine as well. I´ve printed few maps of different islands of the archipel, read some blogs and stories. I took notes of the most important tips and information. As i was doing this task i started being kind of frightened: everybody was saying that toursim in Galapagos was quite expensive as, for example, Punta Del Este, Ibiza, Fernando de Noronha (an island in Brazil) and other fancy spots.
So, i would have one more challenge as a roottraveller: find ways to travel trough a very touristic island being off-the-grid and doing my trip as cheap as possible. It should have ways to live as the locals do, avoiding “great attractions” and fancy places that are always more expensive because of high demand.
With this purpose in the mind packing basic camping stuff was, of course, part of preparation. Galapagos is a unique world heritage. And Ecuador has always took it very seriously. Therefore, there are many restrictions, rules and burocracy which are working very well. Camping is permitted but only in few areas and only with previous authorisation of the National Park of Galapagos
(www.galapagos.gob.ec).

I´ve tried to get the authorisation for camping from the National Park previously in Brazil but they said that all procedures should be done personally and normally it would take 48h to be ready :-O

Arriving at the Guarulhos International Airport in São Paulo, i´ve got really scared. Avianca´s manager came to me asking if i´d taken Yellow Fever´s vaccine, because it is a new requirement from Quito´s government. Air companies were instructed to not allow people board if they don´t have taken the vaccine dose at least ten days before the trip.

I was really frightened just thinking that i could have to come back and spend my Carnival holiday in Rio de Janeiro´s Schools of Samba!! Something happened and suddenly i said that i didn´t take the vaccine but Quito would not be my final destination but just a connection to Galapagos. He, that seemed to be more nervous than me, said in this case he could allow me to embark. But he asked me to promise that i will not get off from the internal connection area of the Quito´s airport. He also said that was “the only way for me to get a chance to arrive to Galapagos. I didn´t understand anything but i was really relieved and could continue my travel.

 

Of course i´ve tried to not think about this question but as i was closer to Quito the possibility of being deported started bothering me.
Even more because i thought it would be maybe impossible to stay inside the connection area because i would be entering in Ecuador so, i was quite sure that would have to pass through immigration control and only afterwards it would be possible to board in a national flight to Galapagos.

Aeroporto de Quito Mariscal Sucre / Mariscal Sucre Quito´s airport

Aeroporto de Quito Mariscal Sucre / Mariscal Sucre Quito´s airport

And i was right. Arriving to Quito, everybody that was in the plane had to register passing through customs. While in the long line i´ve been wondering if i should tell the truth  about Yellow fever vaccine or not. Maybe i could tell them that i had the vaccination card in Sâo Paulo´s airport and that i gave it to the Avianca´s employee. I´ve just realised he forgot to give me back when i was already in the plane. Eventually it could generate doubts and difficulties in checking it and maybe they could finally let me go.

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But, as usual i´ve decided to tell the truth. However, it was not necessary neither tell truth nor lie because the immigration officer didn´t ask me anything related to Yellow Fever vaccine. However, if you don´t want to risk your whole trip, please inform yourself and get all the necessary vaccines before travelling abroad.

Since  i was free of immigration requirements and inside Ecuatorian territory and i was informed in check-in booth to Galapagos that the flight was late several hours, i decided to explore more and go visit Quito´s historical downtown. The city was, in 1978, the first one in the world declared World´s Heritage by UN. it should be interesting indeed.

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How to reach Quito´s historical downtown in a cheap way:

– Airport´s Basement floor: Bus Rio Coca (till the final bus stop)
– Cross the street to the other Bus Station: take an articulated bus till Plaza Marin;

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Obs: The Mariscal Sucre airport in Quito is far from downtown. These two buses trips will take around two hours. So, go if you have time enough between connections. Around six hours at least is necessary to enjoy the historical center of the city.

I was up to make this visit and was informed about the long distance till downtown only when i was talking with the women ticket collector inside the bus .

Pegando onibus pro Centro / Taking a bus to downtown

Pegando onibus pro Centro / Taking a bus to downtown

Eventhough i had around two hours to enjoy the charming and preserved historical center of Quito. Forget about maps, names (almost always refering to catholic saints) and dates. Just relax, walk and turn your neck around. It is culture and history everywhere.
Highlights for colonial architecture and magnificent churches´ interiors carved in wood and gold such as Iglesia San Francisco, Iglesia de La Compañia, La Catedral and La Basilica.
It was summer time but it was chilly. The city is located at 2850m above sea level.

Centro Histórico de Quito / Quito´s Historical Center

Centro Histórico de Quito / Quito´s Historical Center

As i told, in order to embark to Galapagos it is necessary to show up all your lugagge for control, which is sealed afterwards.

I´ve shown anticipatedly dried food, cereals and nuts i was bringing from Brazil to cook during camping time following instructions i had from the National Park Direction.

There is a long list of restrictions but basically we could say shortly: it is forbidden to bring fresh food and those with fertile seeds. The measures is to avoid entrance and spreading of invasive species that could put in risk the unique and fragile equilibrium between endemic species of the archipelago.

Get ready to pay US$ 20 of airport tax before boarding and US$ 100 as National Park´s fee when arriving in Galapagos. Those that are Mercosur citizens have 50% of discount in the last one.